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Chamados também de produtos agroquímicos ou agrotóxicos, os defensivos agricolas são produtos destinados à proteção de culturas agrícolas. São utilizados nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens e na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas. Também são usados em ambientes urbanos, hídricos e industriais, com a finalidade de alterar a composição da flora e da fauna, de modo a preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como de substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do crescimento. Exclui-se da definição de defensivo agrícola os fertilizantes e os produtos químicos administrados a animais para estimular crescimento ou modificar comportamento reprodutivo.

Os produtos agroquímicos, segundo as formas de aplicação, classificam-se em inseticidas, fungicidas, herbicidas e outros grupos menores, como os raticidas, acaricidas e nematicidas.

As conquistas do agronegócio resultam do avanço tecnológico que se verificou na agricultura brasileira. Os sucessivos aumentos na produtividade agrícola brasileira não teriam sido alcançados sem a correta e segura utilização dos defensivos agrícolas, setor que vem crescendo muito no País.

O segmento vem apresentando faturamento crescente nos últimos anos, atingindo US$ 11.454 bilhão em 2013, com alta de 18% em relação a 2012 (US$ 9.7 bilhão). Os números colocam o Brasil na liderança no consumo mundial de agroquímicos, posição antes ocupada pelos Estados Unidos.

O segmento agroquímico é um dos contemplados pela atual política industrial, tecnológica e de comércio exterior, com a criação do fórum da cadeia agroquímica. Discute-se, no âmbito desse fórum, uma série de ações que poderiam ser implementadas para reverter o saldo do balanço de pagamentos. O déficit comercial do setor é crescente, sendo de US$ 2.635.544 milhões em 2013 e de US$ 1.817.109 milhões em 2012, que representa um crescimento de 45.0% no período. Esse panorama é verificado porque as importações saltaram de US$ 2.245.806 milhões em 2012 para cerca de US$ 2,999,751 milhões em 2013, um aumento de 33.6%, enquanto que o aumento observado no mesmo período para as exportações de agroquímicos foi de cerca de - 15%.