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ACONTECE NA ABIFINA

CNI discute comércio ilegal de produtos naturais na internet (24/09/2020)

A ABIFINA participou no dia 11 de setembro de reunião com da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o Grupo de Trabalho (GT) formado por entidades empresariais dos segmentos farmoquímico e farmacêutico para combater a venda de produtos naturais ilegais na internet. O fenômeno cresceu substancialmente nos últimos meses, após o início da pandemia de Covid-19. Iniciando a reunião, o presidente-executivo do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri, elogiou a ABIFINA pela condução do tema por meio da coordenação do GT. 

Cristina Ropke, diretora de Biodiversidade da ABIFINA, apresentou a questão regulatória de produtos de origem natural, juntamente com a gerente de assuntos regulatórios do Grupo Centroflora, Tatiana Ribeiro. Elas alertaram para os riscos à saúde pública impostos pelo desrespeito à legislação. “O Brasil possui um arcabouço regulatório robusto a fim de garantir a saúde da população consumidora de produtos de origem natural. Temos que fazê-lo ser cumprido”, defendeu Tatiana. 

Marçal Henrique Soares, presidente Executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), afirmou que o maior problema está na fabricação do produto fraudulento, e não apenas na venda. Para ele, a vigilância sanitária precisa agir com rigor para inibir a prática.  

João Emilio Gonçalves, gerente executivo de Política Industrial da CNI, ressaltou que a Confederação atua constantemente no tema do combate à pirataria. A CNI já acompanha questões de fraude no marketplace e nota que o problema afeta outros setores, mas no caso dos segmentos farmacêutico, farmoquímico e de defensivos agrícolas, os impactos são na saúde da população, além da economia. 

Gonçalves acrescentou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento se mostram sensíveis ao problema. Segundo ele, a CNI tem o compromisso de realizar reunião extraordinária da Coalizão Empresarial de Propriedade Intelectual (CEPI) com pauta dedicada ao tema. O executivo também considera importante trabalhar com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.