Finep e BNDES apresentam novas linhas para a inovação
Durante o VII Encontro Nacional da Inovação Tecnológica, realizado nos dias 17 e 18 de setembro, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Guilherme Pereira, adiantou que serão lançados editais para apoio a eventos técnicos e a núcleos de inovação tecnológica.
Segundo ele, no âmbito do Pró-Inova será lançado edital pelo CNPq no valor de R$ 4 milhões para apoio a eventos técnicos que divulguem temas da área da inovação, como a questão da propriedade intelectual e a cultura da metrologia. Outro edital com recursos de R$ 10 milhões será lançado pela Finep para apoiar núcleos de inovação tecnológica (NITs). Essa chamada deve ajudar as instituições de pesquisa no sentido de ter uma política de transferência de tecnologia para empresas.
O secretário também apresentou um balanço das chamadas públicas do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Ele abordou as três modalidades do Sibratec - extensão tecnológica, serviços tecnológicos e redes de inovação - que contam com R$ 40 milhões, cada uma. Na chamada pública para serviços tecnológicos, existem 66 instituições e 618 laboratórios pré-qualificados e em breve serão formadas redes por tema e a elaboração do plano de trabalho para os próximos três anos. No painel "Financiamento à Inovação", o superintendente da Área de Inovação para a Competitividade Empresarial da Finep, Luiz Coelho Lopes, adiantou as diretrizes da nova linha de financiamento da agência, o Inova Brasil, que tem o objetivo de dar tratamento igual aos setores da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Voltada para o fomento da inovação tecnológica para as empresas, haverá linhas de crédito de 4,25%, 4,75% e 5,25% ao ano, além de contemplar subvenção econômica, subvenção de RH para pesquisadores e cooperação universidade-empresa.
O coordenador do departamento de Fármacos do BNDES, Pedro Palmeira, fez um balanço da linha de financiamento Profarma, baseada em cinco eixos: inovação, reestruturação, produção, produtores públicos e exportação. Com orçamento de R$ 3 bilhões e duração até julho de 2012, o novo Profarma tem como foco a reestruturação do setor e a inovação. A novidade dessa linha é que o BNDES participa do risco total do projeto e se for bem-sucedido, o banco terá participação futura nas vendas do produto desenvolvido. No Profarma, o BNDES financiou R$ 1,4 bilhão o que alavancou projetos de R$ 2,5 bilhões em 73 projetos.
Fonte: Protec
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