PAC: Programa faz dois anos e se torna alternativa à crise
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) criado, há dois anos para impulsionar a economia brasileira, pode ser a ""mola"" de alavancagem no momento de crise. Isso porque, caso os projetos previstos sejam implantados nos próximos 23 meses, o Brasil pode recuperar os empregos perdidos no ano passado e, assim aumentar a renda do consumidor.
Recursos para reaquecer a atividade não faltam. Depois de anunciar investimentos públicos e privados de R$ 504 bilhões, o governo já fala em uma ampliação para R$ 600 bilhões.
Segundo último balanço divulgado pelo Comitê Gestor do PAC, entre janeiro e setembro de 2008, já haviam sido investidos R$ 10,4 bilhões nos projetos do PAC. O montante representa 34,3% a mais que o investido no mesmo período do ano anterior. Ainda de acordo com o documento, em setembro do ano passado, havia 2.198 ações sendo monitoradas. Deste total, apenas 193 estão concluídas - 9% do total -, representando investimentos de R$ 30,6 bilhões. São 87 ações da Infraestrutura Logística e 106 da Energética.
Ao contrário do que o governo acha, para Geraldo Biasoto, diretor da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) e professor de economia da Unicamp, a crise financeira mundial pode, sim, prejudicar a parte privada do PAC, uma vez que as próprias empresas já têm uma visão diferente da demanda. "Certamente os financiamentos privados serão afetados e as receitas devem sofrer restrição forte", acredita. O aumento do salário do pessoal contratado, por parte do governo, pode também, na visão de Biasoto, atrapalhar. "O governo pode ficar espremido entre o pagamento do funcionário e a redução da demanda por parte das empresas", diz.
Fonte: Gazeta Mercantil
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