Encontro discute código farmacêutico único para o Mercosul
O 3º Encontro Anual da Farmacopéia Brasileira foi realizado nos dias 17 e 18 de novembro, no auditório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília. Onde foi discutida a possibilidade de integração de farmacopéias - códigos oficiais farmacêuticos - de países-membros do Mercosul. O documento estabelece requisitos mínimos para a fabricação e o controle da qualidade de insumos e medicamentos usados na região.
Ao participar do evento, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, destacou ainda a parceria já existente no setor entre Brasil e Argentina. Desde julho deste ano, o país tem permissão para usar substâncias disponíveis não apenas na Farmacopéia Internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também na da Argentina, caso não haja na farmacopéia brasileira as substâncias químicas de referência certificada. Esse acordo, segundo a diretora da ANVISA Maria Cecília Brito, poderá ajudar os países a enfrentarem dificuldades comuns, como, por exemplo, as relacionadas ao aporte laboratorial.
Durante a cerimônia, o chefe da Divisão da América Meridional do Ministério das Relações Exteriores, ministro João Luiz Pereira Pinto, afirmou que o esforço de cooperação da Anvisa em relação aos países vizinhos tem sido fundamental para o processo de integração na América do Sul. "Este modelo, de cooperação entre farmacopéias brasileira e argentina, pode ser estendido aos demais países da região. A soma das partes é mais do que as partes separadas. Este é o primeiro passo no fortalecimento da integração regional neste setor."
O coordenador da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Christophe Rérat, ressaltou a importância de se discutir a segurança, a eficácia e o controle de uma possível farmacopéia regional. Ele garantiu que a Farmacopéia Internacional da OMS leva em consideração as necessidades de países em desenvolvimento, mas destacou que um documento "harmonizado" na América Latina seria bem-vindo.
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