São produtos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens e na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas. Também são usados em ambientes urbanos, hídricos e industriais, com a finalidade de alterar a composição da flora e da fauna, de modo a preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como de substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do crescimento. Exclui-se da definição de defensivo agrícola os fertilizantes e os produtos químicos administrados a animais para estimular crescimento ou modificar comportamento reprodutivo.
Defensivos agrícolas são chamados também de produtos agroquímicos ou, preconceituosamente, de agrotóxicos - este último, inclusive, é o termo bastante utilizado no Brasil em função da definição equivocadamente dada em legislação nacional.
Os produtos agroquímicos, segundo as formas de aplicação, classificam-se em inseticidas, fungicidas, herbicidas e outros grupos menores, como os raticidas, acaricidas e nematicidas.
As conquistas do agronegócio resultam do avanço tecnológico que se verificou na agricultura brasileira. Os sucessivos aumentos na produtividade agrícola brasileira não teriam sido alcançados sem a correta e segura utilização dos defensivos agrícolas, setor que vem crescendo muito no País.
O segmento vem apresentando faturamento crescente nos últimos anos, atingindo US$ 7,1 bilhão em 2008, com alta de 30% em relação a 2007 (US$ 5,4 bilhão). Os números colocam o Brasil na liderança no consumo mundial de agroquímicos, posição antes ocupada pelos Estados Unidos. O gráfico a seguir apresenta a distribuição das vendas do setor em 2008.

O segmento agroquímico é um dos contemplados pela atual política industrial, tecnológica e de comércio exterior, com a criação do fórum da cadeia agroquímica. Discute-se, no âmbito desse fórum, uma série de ações que poderiam ser implementadas para reverter o saldo do balanço de pagamentos. O déficit comercial do setor é crescente, sendo de US$ 466 milhões em 2007 e de US$ 835 milhões em 2008, que representa um crescimento de 79% no período. Esse panorama é verificado porque as importações saltaram de US$ 836 milhões em 2007 para cerca de US$ 1,3 bilhão em 2008, um aumento de 55%, enquanto que o aumento observado no mesmo período para as exportações de agroquímicos foi de cerca de 17%.